Digitalização do Agronegócio é o caminho para o Brasil

Apesar de conhecido como uma das nações com maior presença nas redes sociais, o Brasil não pode se dizer um país realmente conectado. Há um enorme espaço “vazio”, à espera tanto de melhor infraestrutura de acesso – hoje a Internet de qualidade ainda está restrita aos grandes centros urbanos – como de um olhar mais audacioso para o uso da tecnologia pelos negócios.

O campo, setor dos mais importantes, onde temos a geração de cerca de 25% de
nosso PIB, tem demonstrado o que a digitalização pode fazer para ampliar e multiplicar os resultados do agronegócio.
Há no cenário agrícola atual uma porta aberta de oportunidades para o País se tornar uma potência mundial na produção de alimentos, o que exigirá que elevemos os patamares de produtividade hoje alcançados. E, apesar de não muitos, os exemplos proporcionados por aqueles que já adotaram a Agricultura Digital comprovam que o grande motor e aliado para que isso aconteça é o uso da tecnologia da informação.

Checklist Recrutamento e Seleção

O Brasil, segundo relatório do Banco Mundial , utilizava em 2015 cerca de 33,8% de seu território total para a agricultura. Para equiparar-se a competidores tradicionais, que utilizam 44,4% (EUA) e 60,4% (Índia) de seus territórios para a produção no campo, é preciso saber aproveitar o potencial da tecnologia. O panorama de demanda é altamente favorável.

A população do mundo, em 2050, deve atingir 9 bilhões de pessoas, exigindo 70% mais calorias do que é produzido hoje (McKinsey). Se a adoção das ferramentas digitais avançar, há uma grande oportunidade para o País cumprir sua vocação de celeiro global de alimentos.
A exemplo da indústria, a digitalização do campo é primordial para garantir a
competitividade, mas precisa de serviços de qualidade. Segundo o estudo “Tecnologia da Informação no Agronegócio”, do Sebrae, 71% dos donos de microempresas rurais e 85% dos proprietários de empresas de pequeno porte no campo já usam smartphones para acessar a Internet.

Esta familiaridade com a tecnologia é muito útil para a adoção de soluções de gestão
das propriedades, apesar de apenas 25% dos produtores brasileiros fazerem isso, hoje, por meio de ferramentas digitais. É preciso difundir cada vez mais os benefícios da tecnologia aplicada à melhoria da produtividade, como o uso de drones, sensores, inteligência artificial, soluções de análise preditiva e outras ferramentas que apenas começaram a ser exploradas em nosso País.

Na Europa, pesquisa da consultoria Boston Consulting Group (Crop Farming 2030) mostrou que 60% dos produtores acreditam que, em 2030, será muito difícil competir sem contar com recursos de agricultura de precisão para reduzir custos e aumentar a produtividade. O momento não poderia ser mais propício: com a redução do custo da tecnologia, aliada às novas aplicações e a migração do modelo de negócios de tecnologia de licenças para serviços, as ferramentas acessíveis para grandes produtores estão disponíveis, também, para os pequenos.

Hoje entre outras práticas, por exemplo, podemos lembrar a importância da sensorização de máquinas, que permitem ao agricultor optar entre acelerar ou encurtar o tempo de colheita, conforme seja economicamente mais interessante, levando em conta fatores como gasto de combustível e desgaste de peças. Decisões como essa, facilitadas pela tecnologia, são vitais para melhorar o lucro da propriedade e o escoamento da produção.

Se transportarmos as vantagens proporcionadas pela digitalização a toda a cadeia de valor do agronegócio – fornecedores de maquinário, sementes, implementos, testes e vacinas animais, embalagens, transporte, armazenamento e consumo – vamos gerir dados que permitem aumentar o rendimento, a lucratividade e a sustentabilidade no campo.

O caminho do futuro do agronegócio está traçado. Precisamos começar a percorrê-lo com mais ousadia.

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